Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Está a chegar ao FIM!

A Aventura acaba Aqui! (ou será que não?)

.Nós

Após estas quatro semanas de trabalho intenso para este blog sentimo-nos orgulhosos! Primeiramente por termos conseguido elaborar as tarefas semanais, em seguida por termos aprendido tanto ao executar cada pormenor deste blog, descobrimos coisas muito importantes, das quais vamos passar a citar:

Descobrimos que Eça de Queirós não só escrevia obras fenomenais, como também tentava alterar o país numa crítica intensa à sociedade, era uma tentativa de desenferrujar o país, com a sua escrita realista. Definitivamente, Portugal carece de um escritor como Eça para nos tirar deste abismo de entorpecimento. Era positivo, talvez um dia o nosso país volte a presenciar uma tentativa tão nobre de nos tirar desta vida repleta de tédio e de uma falta de crença num futuro mais positivo.

Miguel Sousa Tavares escritor do romance “Equador” é considerado por muitos o Eça dos novos tempos, esperemos que sim e que ele tenha um impacto positivo na sociedade actual!

Na nossa entrevista com o Eça, foi uma tentativa de aproximação do escritor, pois o nosso maior desejo era tê-lo aqui para o “bombardearmos” com perguntas, já que tal não é possível contentamo-nos a investigar a sua vida e relacionar os factos da sua vida com o impacto nas suas obras, nomeadamente, na “ A Relíquia”.

Se o escritor se encontrasse neste momento diante de nós a primeira coisa que lhe poderíamos dizer era Obrigado pelo que fez pelo nosso país e pelo que continua a fazer, uma vez que, as suas obras continuam a ser lidas na actualidade e vão passar de geração em geração para nosso agrado.

Divertiu-nos imenso realizar a peça de teatro que apesar de curta dá ênfase à parte crucial da história relatada no livro “ A Relíquia”.

Finalmente, gostávamos de nos despedir deste concurso, dizendo que foi uma experiência óptima e que nos “obrigou” a trabalhar arduamente em algo que nos “passava ao lado”. Este concurso despertou-nos uma motivação para a leitura, pois tivemos que explorar não só a obra em questão mas também os textos que pesquisámos etc…

Iremos apresentar os nossos agradecimentos o mais rápido possível, para homenagearmos as pessoas que contribuíram e nos ajudaram de maneira a que o resultado, o nosso blog, fosse o melhor possível.

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Então cá vão os nossos agradecimentos!

 

Queremos agradecer a:

®   Agrupamento de Escolas da Maceira;

®   Aos nossos stores (T5 2ºAno);

®   Às pessoas e amigos que comentaram o nosso blog e nos deram o seu apoio;

®   Às entidades competentes que nos disponibilizaram espaços de que usufrui-mos para a realização e construção do blog;

 

Agradecimentos especiais:

®   Professora de S.A. (sistemas de autoria) e orientadora Cristela Sousa;

®   Professora de Português Ana Paula Graça;

®   Professora Ângela Carrondo;

®   Daniela Silva

 

 

Feeling: Cansados... de tanto trabalho!

Rakumis às 07:28
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Encenação teatral de "A Relíquia"

 

Do Papel para o Palco

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Temos o prazer de vos apresentar “A Relíquia” encenada pelo grupo de teatro amador “Rakumis”. Perguntam vocês: afinal, tanto falam em Rakumis, o que é isso então? Ao que a gente responde: nada. Na verdade foi uma palavra da nossa autoria, pois achamos que o nome do nosso grupo teria de ser algo original e diferente e não um nome pré-concebido.

Iremos, de seguida, resumir brevemente a obra, já que apenas apresentamos no vídeo a parte final da história.

Toda a obra A Relíquia se baseia numa personagem denominada Teodorico Raposo, que é a personagem principal e também o narrador. Esta personagem vivia com a sua tia, que era muito devota, e, o que interessava mais a Teodorico, era muito rica. Deste modo, esta personagem tenta aproximar-se da tia, fingindo-se muito devoto e religioso, para herdar toda a fortuna da “titi”.

Teodorico pede à tia para realizar uma viagem a Paris, mas ela rejeita este pedido argumentando que Paris era a cidade dos vícios e da perdição. Teodorico resolve então pedir à tia para fazer uma Perigrinação à Terra Santa. Mais tarde, lembra-se de lhe pedir para fazer em seu nome uma Peregrinação à Terra Santa e exige-lhe que lhe traga uma recordação.

Lá, Teordorico, imprudente, envolve-se com uma jovem inglesa, à qual Eça de Queirós deu o nome de Mary, que lhe ofereceu ao despedir-se, como recordação uma camisa de noite.

Quando este ser leviano chegou à Palestina continuou a levar uma vida profana e amoral, como fazia em Lisboa, ás escondidas da tia.

 Antes de regressar a casa da tia, Teodorico, que não esqueceu o pedido desta, e corta uns ramos de um arbustos espinhoso tecendo uma coroa que embrulha e põe na bagagem.

Ao passar na rua é interpelado por uma mendiga que lhe pede esmola e ele dá-lhe um embrulho, pensando ser a camisa de noite de Mary.

Quando chega a Lisboa, relata à “titi” as suas penitências e jejuns que tinha feito durante a peregrinação, ou seja, distorce a realidade.

Quando oferece “a relíquia” à tia, esta tem uma surpresa. Vejam só:

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Companhia de teatro Rakumis apresenta: A Relíquia

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Para saberem o que sucedeu após este cómico episódio, não se inibam, leiam a obra, pois Os Rakumis têm a certeza que vão gostar!

 

 Resumo baseado em:

QUEIRÓS, Eça, A Relíquia, Porto Editora, Porto, 2003

Acedido em: 4 de Março, 2007. A Relíquia - resumo: http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/eca_queiroz/reliquia_resumo.html

Feeling: Verdadeiros actores de palco!

Rakumis às 00:12
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Sábado, 3 de Março de 2007

Poema...

 

Nem tudo muda...

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Se Eça vivesse nos nossos dias,

Na presença destas novas tecnologias,

Iria verificar com desalento,

Que nada mudou desde o seu tempo.

 

Nada mudou no pensamento,

Tudo continua criticável,

Tudo inalterável…

Que desapontamento esta Evolução!

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 Daniela Silva

 

 

Feeling: Agradecidos
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Rakumis às 19:21
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Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Semana Cultural

 

 


 


 

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O Teatro espera por Vós!

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Para concluir a tarefa da semana 4, talvez a nossa despedida, (ou então não) contratámos uma companhia de teatro, ainda desconhecida por muitos, mas adorada pelos que a conhecem. Aqui está o cartaz a convidar todos vós a partilharem connosco esta brilhante actuação, que irá contar com inúmeros actores de renome regional, para não exagerar! Fiquem na nossa presença e apreciem uma pequena representação teatral que ilustra um excerto da obra A Relíquia de Eça de Queirós. Pela nossa parte podemos afirmar que nos divertimos imenso a realizar esta pequena dramatização. Esperem para ver! Visitem o Blog.

  

Rakumis

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Feeling: Tem dias...

Rakumis às 21:07
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Eça, amigos e grupos do seu tempo!

 

 


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 Geração de 70

Designação atribuída ao grupo de intelectuais que, nas últimas décadas do século XIX, se afirmou pelo seu desejo de intervenção e renovação da vida política, social e cultural portuguesa. Entre eles, são de destacar Antero de Quental, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, Teófilo Braga e Guerra Junqueiro.

Tendo vivido o período da Regeneração, esta elite insurgiu-se contra os efeitos do Romantismo na sociedade portuguesa e contra a ausência de um esforço de renovação ideológica e sociocultural que acompanhasse os progressos materiais de que o país ia beneficiando. Pretendendo aproximar Portugal da Europa dita civilizada, esta elite sofreu influências dos ideais políticos da Revolução Francesa e do liberalismo inglês, bem como de filósofos socialistas como Proudhon. Assim, a um Portugal visto como provinciano opunha-se uma Europa moderna e cosmopolita.

Com a Questão Coimbrã, em 1865, teve início a intervenção pública do grupo, sendo Antero de Quental, sobretudo nesta primeira fase, o seu grande mentor. As Conferências do Casino foram o seguimento desta primeira polémica; o texto de Antero de Quental, «Causas da Decadência dos Povos Peninsulares», constitui um marco importante na questionação do sentido e possibilidades de Portugal no mundo, um dos temas de discussão fundamentais da Geração de 70. Na área da literatura, a renovação manifestou-se com a introdução do realismo, de que o grande cultor foi Eça de Queirós.

O ideal revolucionário deste grupo veio a esbater-se perante as impossibilidades práticas de intervenção no país e a consciência de que também a Europa se encontrava em crise. Este sentimento decadentista, próprio da cultura finissecular, conduziu muitos destes intelectuais ao cepticismo, a um diletantismo que levou os seus membros a formar o auto-denominado grupo dos Vencidos da Vida, conscientes do fracasso e da distância a que permaneciam dos seus ideais originais.

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 Grupo "Os Vencidos da Vida"

 

Os Vencidos da Vida

Vencidos da Vida é o nome porque ficou conhecido um grupo informal formado por algumas das personalidades intelectuais de maior relevo da vida cultural portuguesa das últimas três décadas do século XIX, com fortes ligações à chamada Geração de 70. O nome do grupo, ao que parece, foi adoptado por sugestão de Joaquim Pedro de Oliveira Martins. A denominação decorre claramente da renúncia dos membros do grupo às suas aspirações de juventude.

O grupo reunia-se para jantares e convívios semanais no Café Tavares, no Hotel Bragança ou nas casas dos seus membros, tendo-se mantido activo no período que mediou entre 1887 e 1894.

Os Vencidos da Vida foram definidos por um dos seus membros, embora tardio, o escritor Eça de Queirós, como um grupo jantante. O grupo assumia o carácter de uma sociedade exclusivista, congregando vultos da literatura, da política e da alta sociedade, com relevo para alguns dos vultos mais ilustres das rodas mundanas e aristocráticas.

O grupo incluía, entre outros, José Duarte Ramalho Ortigão, Joaquim Pedro de Oliveira Martins, António Cândido Ribeiro da Costa, Guerra Junqueiro, Luís Soveral, Francisco Manuel de Melo Breyner (3.° conde de Ficalho), Carlos de Lima Mayer, Carlos Lobo de Ávila e António Maria Vasco de Mello Silva César e Menezes (9.º conde de Sabugosa). Eça de Queirós integrou o grupo a partir de 1889.

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Antero de Quental

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Antero Tarquínio de Quental nasce em Ponta Delgada, a 18 de Abril de 1842, e morre a 11 de Setembro de 1891.  

Foi um escritor, político e poeta português.

Conferencista no Casino Lisbonense, também chamadas de Conferências do Casino, com a palestra Causas da decadência dos povos peninsulares. Pertenceu ao grupo da chamada geração de 70 juntamente com Oliveira Martins, Guerra Junqueiro e Eça de Queirós.

HINO À RAZÃO

Razão, irmã do Amor e da Justiça,

Mais uma vez escuta a minha prece,

É a voz dum coração que te apetece,

Duma alma livre, só a ti submissa.

 

Por ti é que a poeira movediça

De astros e sóis e mundos permanece;

E é por ti que a virtude prevalece,

E a flor do heroísmo medra e viça.

 

Por ti, na arena trágica, as nações

Buscam a liberdade, entre clarões,

E os que olham o futuro e cismam, mudos,

 

Por ti, podem sofrer e não se abatem,

Mãe de filhos robustos, que combatem

Tendo o teu nome escrito em seus escudos!

 

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 Jaime Batalha Reis

 

 

Jaime Batalha Reis nasceu em 24 de Dezembro de 1847. Depois de frequentar, em regime de internato, o colégio alemão Roeder, matriculou-se no Instituto Geral de Agricultura onde, depois de um brilhante percurso escolar, se formou em agronomia.

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      A CELESTE É MUITO MÁ PROTESTO

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“Eu tenho inveja e ciúme dos que tu admiras e dos que te impressionam minha Celeste. Quisera ser o autor do livro de que tu gostas, o compositor da música que te comove, o actor que te entusiasma. Queria que todos os teus olhares fossem para mim, que o meu amor te pudesse fazer orgulhosa, e que eu fizesse uma obra notável entre as da humanidade para ta oferecer e para te dizer que o teu amor me a inspirava. Infelizmente são loucuras em mim estas aspirações. Eu só posso amar-te mas isso como ninguém poderá mais.”

 

Fevereiro 1969 Jaime Batalha Reis

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Ramalho Ortigão

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José Duarte Ramalho Ortigão nasceu no Porto a 24 de Outubro de 1836. Os primeiros anos da infância passou-os no campo, em casa da avó materna. Frequentou o curso de Direito em Coimbra, que não concluiu. De regresso à sua cidade natal, leccionou Francês, durante alguns anos, no Colégio da Lapa, dirigido por seu pai, onde teve como aluno o jovem Eça de Queirós.

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Fontes:

Acedido em: 25 Fevereiro, 2007:

Biblioteca Nacional: http://purl.pt/93/1/iconografia/imagens/feq070/feq070.html

Biblioteca Nacional: http://purl.pt/369/1/transcricao-leque.html

Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antero_de_Quental

Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vencidos_da_Vida

Universal: http://www.universal.pt/scripts/hlp/hlp.exe/artigo?cod=6_7

Instituto Camões: http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/jbreis.html

Arqnet: http://www.arqnet.pt/dicionario/ramalhoortigao.html

Farol das Letras: http://faroldasletras.no.sapo.pt/sonetos_antero.htm

NetCabo – Ramalho Ortigão: http://pwp.netcabo.pt/0511134301/ortigao.htm

 

Rakumis

Feeling: Com pouco tempo...

Rakumis às 19:32
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

À "caça" da Relíquia edição de Rádio

 

 



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Mergulhando no mundo da Rádio

 

O tema da nossa reportagem irá ser a caracterização física e psicológica de Eça de Queirós, por analogia com uma das personagens da obra Os Maias, João da Ega.

Iremos também abordar, obviamente um troço da vida e obra deste mesmo autor, dando mais ênfase à obra sobre a qual este blog se debruça.  

Esta reportagem é uma compilação de informações recolhidas pelos Rakumis e, de seguida, iremos apresentar o projecto do posto RPR (Rakumis Pá Rádio).

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Sendo a rádio um meio de comunicação tão usual, utilizámo-lo como meio para divulgar a nossa reportagem sobre o Eça.

É muito simples ouvir música no nosso rádio, clique nele para abrir uma hiperligação, depois para sintonizar nas diversas estações basta que arraste a barra azul. No posto 3 pode ouvir a Rádio Rakumis.

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Acedido em: 23, Fevereiro, 2007. Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_da_Ega

Acedido em: 23, Fevereiro, 2007: http://rascunho.net/critica.asp?id=951

Acedido em: 21 Fevereiro, 2007. RTP: http://www.rtp.pt/gdesport/?article=59&visual=3&topic=1

Rakumis

Feeling: Repórteres

Rakumis às 12:31
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Eça modernizou a Literatura Portuguesa

 

A escrita de Eça de Queirós modernizou a Literatura Portuguesa.

 

Dono de uma língua feroz e um humor cáustico escreveu romances substanciais como “Os Maias” e “O Crime do Padre Amaro”. Foi um observador atento da sociedade do século XIX e, com a força das palavras, lutou contra a entorpecimento nacional. Viveu durante anos fora do País, o que lhe aprimorou a inabalável lucidez. Morreu em Paris. A sua obra está traduzida numa vintena de línguas. Eça de Queirós foi um génio da literatura, ao nível “de um Charles Dickens ou de um Émile Zola”, diz o professor universitário José Miguel Sardica.

Eça de Queirós era - ainda é - um antídoto contra o tédio. No meio de tanta literatura soturna do seu tempo, a sua escrita era um refresco. Os textos de Eça criaram o português moderno. É importante para o entendimento da sociedade, hábitos e costumes do século XIX.    

Acutilante nas críticas à sociedade e certeiro na descrição do pântano em que Portugal vivia na altura, Eça de Queirós foi um dos maiores pensadores do seu tempo. Cáustico, desencantava os mais ácidos argumentos para descrever a sociedade do seu tempo.

Foi um escritor realista, mas também um revolucionário e anarquista. Considerava que a literatura era uma forma de intervenção. A médica Isabel do Carmo lembra que o autor tinha “um carácter social e político muitas vezes esquecido”.

Segundo o historiador José Hermano Saraiva, Eça de Queirós “foi criado na amargura de nunca ter tido uma família”.

Com 16 anos partiu para Coimbra para cursar direito. No meio do ambiente boémio, que sempre caracterizou a cidade do Mondego, onde ele estudava, fez amizade com Antero de Quental e outros jovens intelectuais. Foi o início da Geração de 70, grupo que se afirmou pelo desejo de intervenção e renovação da vida política e cultural portuguesa.

Eça fez o primeiro contacto com a literatura através do teatro. Participou, como actor, no Teatro Académico da Universidade de Coimbra. Os seus primeiros escritos datam dessa época. Trata-se de crónicas jornalísticas que foram publicadas como folhetim na revista “Gazeta de Portugal”.

O nome de Eça de Queirós ganhava notoriedade no ramo da literatura.

Em 1869 viajou ao Egipto, onde assistiu à inauguração do Canal do Suez. Esta viagem inspiraria algumas das suas obras, como o “Mistério da Estrada de Sintra” e “A Relíquia”. No regresso a Lisboa, publicou as crónicas da viagem no “Diário de Notícias”. Foi enviado para Leiria como administrador municipal. Esta colocação permitiu-lhe observar uma realidade que deu origem a “O Crime do Padre Amaro”, primeiro romance realista português. Um retrato humano e social do País, fruto “da capacidade de Eça para desmontar as convenções morais”, explica José Miguel Sardica.

 
 

Iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação periódica de “As Farpas”, que, para José Miguel Sardica, “é só o melhor jornalismo alguma vez escrito em Portugal”. Queirós nunca se deixou acomodar na rotina traiçoeira. Aparentemente, passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra. Foi lá que escreveu alguns dos seus trabalhos mais importantes, incluindo “A Tragédia da Rua das Flores” e “Os Maias”.

 

Eça de Queirós passou muitos anos no estrangeiro, o que nunca o impediu de escrever romances que, para Francisco Sarsfield Cabral, director de informação da Rádio Renascença, “são retratos da sociedade ainda hoje actuais”. A distância tornou possível a reflexão lúcida que Eça fez sobre Portugal.

 

Eça de Queirós acabou por adoecer e partiu, a conselho de especialistas, de Paris para a para a Riviera franc

esa, e depois para os Alpes suíços. Tinha esperança que novos ares lhe fizessem bem. Faleceu em 16 de Agosto de 1900, na sua casa na capital francesa.

 

Eça de Queirós foi um espantoso escritor que apanhou, como ninguém, o carácter de uma nação. Apreendeu a nossa maneira de ser e criticou-nos com palavras tão belas que faziam esquecer a ironia e crueldade. Foi, também por isto, uma fera indomável do seu tempo. O nome de Eça de Queirós tornou-se num adjectivo. Haver um adjectivo – queirosiano – prova toda a sua importância.

 

 

Acedido em: 21 Fevereiro, 2007. RTP: http://www.rtp.pt/gdesport/?article=59&visual=3&topic=1

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Rakumis


Feeling: Complexados...

Rakumis às 09:10
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Eça Virtual

 


  

Entrevista a Eça de Queirós

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E agora…

...Senhoras e Senhores, uma viagem ao século XIX.

 

A equipa RPT deslocou-se a Leiria, cidade onde Eça de Queirós desempenhou funções de administrador em 1870 e onde nasceu a obra que lhe está ligada, O Crime do Padre Amaro.

 

Por falar em Clero e em assuntos religiosos, a RPT considerou que a cidade do Liz seria um óptimo espaço para encontrar o escritor, conversar com ele e descobrir algo mais sobre si e a sua obra, um tesouro a conhecer e preservar, onde A Relíquia, se encaixa com todo o realismo e naturalidade.

 

Fica aqui o convite para partilhar as nossas descobertas. Uma óptima Viagem!!! 


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Ao Encontro de Eça

 

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 Encontrámos o EÇA!

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Andámos a procurar informações para encontrar este escritor. Após buscas incessáveis por parte da nossa equipa, conseguimos os dados necessários para o descobrir e finalmente pudemos entrar em contacto com Eça .

Vamos aproveitar para lhe fazer umas perguntinhas, pois afinal não é todos os dias que a RPT está na presença de tão ilustre escritor.

Depois de o nosso repórter saudar Eça de Queirós, aborda-o da seguinte forma:

 

Repórter: Estou a ver que já tem o seu monóculo colocado nas ventas. Podemos considerar isso como uma imagem de marca?

Eça: Este bocadinho insignificante de vidro... isto, sabe... eu sou um bocadinho míope mas ninguém dá por ela, são um bando de pategos. Este bocadinho de vidro faz milagres, parece uma máquina fotográfica, clique e já está!

Repórter: Mas afinal o senhor é escritor ou fotógrafo?

Eça: “Cum catano” é claro que sou escritor! Por quem me toma?…

Repórter: Ah bem me parecia… Afinal o senhor escreveu muitas obras…

Eça: Sim tantas que já não me lembro...

Repórter: Então também criou muitas personagens?

Eça: Ah, algumas…

Repórter: Já agora mate-me a curiosidade, conhece a Soraia Chaves?

Eça: Soraia Chaves? Só se for amiga do Castilho[1]…

Repórter: Sim, uma “gaja bem boa”…

Eça: Se for amiga do Castilho, digo-lhe já! É excremento de galinha, e para essas eu baixo as calças e deixo passar a enxurrada.

Repórter: Se pensa assim o senhor é que sabe. Cá para mim fazia “patanisca”. Delgadinha… boa... boa, aquilo é que é uma Relíquia!

Eça: Huum... A Relíquia... bom título para uma obra. Estou mesmo a ver: um órfão, uma tia beta, assim daquelas bem beatas e ele a querer ficar com toda a sua fortuna[2], excelente obra… Boa ideia!

Repórter: Boa ideia! ‘Tá' a ver já ganhou o dia hoje! Então, se vai começar a escrever daqui a quanto tempo estará pronta essa obra?

Eça: Daqui a uns aninhos... Primeiro tenho que vasculhar as peripécias do clero e ver as imundices desta sociedade, depois sim, começarei a escrever esta bela obra.

 

O repórter recebe uma chamada e retira-se após despedir-se de Eça de Queirós.


[1] António Feliciano de Castilho (ou visconde de Castilho), era alguém que Eça não tinha proximidade, bem pelo contrário, isto devido a ideias contrárias na polémica “Questão Coimbrã

[2] Referência às duas personagens principais e à história base da obra de Eça de Queirós: A Relíquia.

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Rakumis

Feeling: Em busca de Eça de Queirós...

Rakumis às 15:38
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Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

A Nossa Equipa!

 

Perfil Individual

 

Conhece-nos melhor!
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  8 Aqui podes ver o nosso perfil individual mais aprofundado, basta passar por cima das nossas fotos para que se desloque para baixo uma caixa com os nossos nomes, idades e hobbies, para nos conheceres um pouco melhor e saber o que mais gostamos de fazer…

Rakumis

Feeling: Em união!
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Rakumis às 18:09
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

A Nossa Escola!

Agrupamento de Escolas de Maceira
 
 
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Conhece a nossa escola!
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:  Olá amigos, como foi solicitado no conjunto de tarefas definidas para a apresentação do blog, utilizámos como método de trabalho algumas filmagens e montagens de vídeo. Aqui apresentamos uma pequena parte da nossa escola. Podes ver algumas imagens de como é esta escola ao som da música que escolhemos, vê também algumas fotografias. Esperamos que te divirtas… 

 

Rakumis

Feeling: Realizar e produzir...
música: Kalwi & Remi - Imagination
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Rakumis às 17:05
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

Cronologia de Eça de Queirós...

 

Eça de Queirós

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Cronologia de pesquisa rápida por datas

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(Cronologia)

1845        Nasce José Maria de Eça de Queiroz, na Póvoa de Varzim. É filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz e de D. Carolina Augusta Pereira de Eça.

 

1855        É matriculado no Colégio da Lapa, na cidade do Porto, dirigido pelo pai de Ramalho Ortigão. Aí fará a escolaridade obrigatória até ao seu ingresso na Universidade.

 

1861       Matricula-se no primeiro ano da Faculdade de Direito de Coimbra, onde conhecerá Teófilo Braga e Antero de Quental, entre outros.

 

1866        Envia ao Teatro D. Maria I a tradução da peça de José Bouchardy, intitulada Filidor - Forma-se em Direito e instala-se em Lisboa, inscrevendo-se como advogado no Supremo Tribunal de Justiça.

Inicia a publicação de folhetins na Gazeta de Portugal num total de dez artigos que serão reunidos em Prosas Bárbaras.

 

1867        Inicia a sua actividade como advogado.

Em Julho deixa a direcção do Distrito de Évora, regressa a Lisboa.

No final do ano forma-se o Cenáculo, contando-se E.Q. entre os primeiros membros; dele farão parte Salomão Saragga, Jaime Batalha Reis, Augusto Fuschini, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, José Fontana, entre outros.

 

1869        Viagem pelo Egipto e Canal de Suez em companhia do conde de Resende.

 

1870        Regresso a Lisboa, publicando no Diário de Notícias os relatos da viagem.

Publicação no mesmo jornal de O Mistério da Estrada de Sintra, em colaboração com Ramalho Ortigão (de Julho a Setembro).

Nomeado administrador do concelho de Leiria.

Em Setembro presta provas para cônsul de 1ª classe, ficando classificado em primeiro lugar.

 

1871        É publicado o primeiro número d'As Farpas dirigido por E.Q. e Ramalho Ortigão.

Realizam-se as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense e Eça profere a quarta conferência intitulada “A Nova Literatura ou o Realismo como Expressão de Arte”.

 

1872        É nomeado cônsul de 1ª classe nas Antilhas espanholas. No final do ano será empossado no seu cargo em Havana, aí permanecendo durante dois anos.

 

1873        Viagem pelo Canadá, os Estados Unidos e a América Central.

 

1874        Publicação do conto 'Singularidades de Uma Rapariga Loura' no Brinde aos senhores assinantes do "Diário de Notícias".

Transferência para o consulado de Newcastle-upon-Tyne.

 

1875        Publicação na Revista Ocidental, de O Crime do Padre Amaro.

Conclusão de O Primo Basílio em Newcastle.

 

1877        Publicação no jornal portuense A Actualidade das Cartas de Inglaterra, mantendo a sua colaboração até 1878.

 

1878        Contactos com o editor Chardron apresentando o projecto das Cenas da Vida Portuguesa, a ser desenvolvido em 12 volumes.- Publicação de O Primo Basílio (1.' e 2.' ed.)-

Transferência para o consulado de Bristol.

Escreve O Conde de Abranhos.

Inicia a sua colaboração com um jornal do Rio de Janeiro, a Gazeta de Notícias, que só terminará em 1897.

 

1880        Segunda edição em livro de O Crime do Padre Amaro.

Publicação do folhetim O Mandarim no Diário de Portugal.

Publicação dos contos "Um Poeta Lírico" e "No Moinho", em O Atlântico.

 

1883        Refaz O Mistério da Estrada de Sintra.

Data provável do manuscrito de Alves & C.

 

1884        Publicação na Revue Universelle Internationale da tradução francesa de O Mandarim, com um prefácio de Eça, escrito em francês.

Segunda edição de O Mistério da Estrada de Sintra.

 

1886        Casamento com Emília de Castro Pamplona (Resende), no oratório particular da Quinta de Santo Ovídio no Porto. 

 

1887        Concorre com A Relíquia ao Prémio D. Luís da Academia Real das Ciências, perdendo a favor de Henrique Lopes de Mendonça com a obra O Duque de Viseu.

Publicação de A Relíquia.

 

1888        Nomeação como cônsul em Paris.

Polémica com Pinheiro Chagas a propósito da atribuição do Prémio D. Luís.

Publicação de Os Maias.

Publicação no Repórter, dirigido por Oliveira Martins, de algumas 'Cartas de Fradique Mendes'.

Forma-se em Lisboa o grupo "d'Os Vencidos da Vida".

 

1889        Prefacia as Aguarelas de João Dinis.

Sai o primeiro número da Revista de Portugal, de que é director.

 

1890        Publicação do primeiro volume de Uma Campanha Alegre, reunindo a colaboração de Eça n'As Farpas.

A Correspondência de Fradique Mendes termina a sua publicação na Revista de Portugal.

 

1891        Traduz As Minas de Salomão, de Henry Rider Haggard

 

1892        Publicação do conto "Civilização", na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro.

 

1893        Publica na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro "A Aia".

 

1894        Escreve A Ilustre Casa de Ramires. Publicação de "As histórias: o tesouro" e "As histórias: frei Genebro", na Gazeta de Notícias.

 

1895        Organiza, em colaboração com José Sarmento e Henrique Marques, o Almanaque Enciclopédico para 1896.

Publicação de O Defunto na Gazeta de Noticias.

 

1896        Organiza, com os mesmos colaboradores, o Almanaque Enciclopédico para 1897.

Publicação de Antero de Quental 'In Memoriam' em que Eça colabora com o texto 'Um génio que era um santo'.

 

1897        Começa a publicação em Paris da Revista Moderna. Nos dois primeiros números publica os contos “A perfeição” e “José Matias”.

A Ilustre casa de Ramires começa a ser publicado nessa revista, no número de Novembro dedicado a Eça de Queirós.

 

1898        Publicação na revista Moderna d’O Suave Milagre.

 

1900        Morte após prolongada doença a 16 de Agosto, em Neully. Em Setembro, o corpo é transladado para Portugal realizando-se os funerais para o cemitério do Alto de S. João em Lisboa.

Publicação, em volume, já depois da sua morte, de “A Correspondência de Fradique Mendes” e “A Ilustre casa de Ramires”.

 

.

Biobibliografia:

Acedido em: 6, Fevereiro,2007. Fundação Eça de Queirós: http://www.feq.pt/cronologia.aspx 

 

Acedido em: 6, Fevereiro,2007. Sapo (Pesquisa de Imagens): http://pesquisa.sapo.pt/?barra=imagens

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Rakumis

 

Feeling: Empenhados ora "Eça"

Rakumis às 18:51
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

A Aventura Começa Aqui...

 


 

 Eça de Queirós

(José Maria Eça de Queirós)

"A Relíquia"

Nascido a 25 de Novembro de 1845, José Maria Eça de Queirós, após ter estudado no Colégio da Lapa e depois ingressado na faculdade exerceu advocacia. Posteriormente publicou várias obras de relevo para a literatura portuguesa.

Encontramo-nos neste concurso para revelar uma pequena parte da vida e obra deste brilhante escritor.

Semana após semana iremos “descortinar” mais um pouco dos imensos assuntos relacionados com este escritor e a sua obra “A Relíquia”.

Todos nós vamos tentar descobrir o que Eça de Queirós contribuiu para a nossa sociedade actual, pois ele, realmente, marcou a literatura do nosso país.

Vamos partir numa busca com o objectivo de perceber como este escritor viveu.

 

 

 

Somos alunos da Escola da Maceira e estamos dispostos a entrar neste “jogo”.

 J  Eça merece todo o nosso respeito e admiração! J

 

 
 

Rakumis

Feeling: Confiantes...
música: "Johann Strauss - Valsa do Danúbio Azul"

Rakumis às 21:12
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